fabriciocarpinejar

Fabricio Carpinejar

Escritor. ZH/Globo/Encontro com Fátima Bernardes Livro: http://bit.ly/CuidePaisAmazon Evento: francescat.romani@gmail.com

QUIROMANCIA Fabrício Carpinejar Não sou cigano para ler as linhas das mãos. Sou poeta, viajante por dentro dos pensamentos, para ler as cicatrizes dos outros. Não me interessa a linha da vida, na base do polegar, eu enxergo a capacidade de ressurreição de cada um. Não me interessa a linha do coração, que percorre a mão na horizontal, por baixo dos dedos, eu enxergo o quanto o fôlego não se perdeu nas adversidades. Não me interessa a linha do destino, enxergo o quanto a pessoa superou os seus limites e contrariou prognósticos. Não me interessa a linha da saúde, eu enxergo com cuidado a empatia, o ato generoso de mudar de perspectiva. Não me interessa a linha da cabeça, eu enxergo o quanto as pernas carregaram os amores no colo. Não me interessa a linha do casamento, pequenas rugas que se encontram no mindinho, eu enxergo se o fim da relação não levou também a esperança. Não me interessa a linha do sol, que atravessa a palma e termina no monte de Apolo, abaixo do dedo anelar, que traduz felicidade, riqueza e sucesso, enxergo apenas as sombras e a lua da pessoa, o espaço de solidão que se guarda para sempre recomeçar. É pela cicatriz que antevemos a coragem, a resiliência e a fé. Caminhos que não nasceram em nossa pele, mas surgiram ao longo da trajetória para provarmos o nosso valor. Não adivinho o futuro, ajudo a suportar o passado.
Cartinha de leitor em Zero Hora de hoje (2/1). @gauchazh
ABRAÇO DE PALAVRAS Nada na vida acontece sem aviso. Obrigado, Andra! Sobre “Cuide dos pais antes que seja tarde” (Grupo Editorial Record, 12ª edição) Compre aqui AMAZON: http://bit.ly/CuidePaisAmazon
Degrau a degrau da felicidade. Com @beatriz_reys
QUEM NÃO DESEJA CUIDAR ADOECE JUNTO Foto de Gilberto Perin Fabrício Carpinejar Quer ajudar? Não seja mais doente do que o doente, mantenha o seu lugar de fora, de apoio. Quando amamos alguém sofremos junto - esse é o erro. Às vezes sofremos mais do que quem sofre e redundamos a angústia. Choramos mais do que quem chora. Reclamamos do mundo mais do que quem tem motivos. Roubamos o lugar de protagonista. Inventamos uma concorrência no infortúnio. Profanamos a solidão do próximo, fazendo tudo parecer encenação, sem impor a seriedade das diferenças entre o paciente e o acompanhante. O outro não pode se socorrer e ainda precisa cuidar de nossa fragilidade, o que é impossível. Cria-se uma vergonha para aquele que realmente experimenta um problema. Ele vê que arrasta a família inteira para o seu diagnóstico, sente-se duplamente responsável pelo desgosto. Empatia é entender e reconhecer a gravidade da situação, não incorporar o padecimento para si e ser alarmista. Adotamos a angústia alheia como se fosse nossa, e não é, e não pode ser. Porque daí teremos duas vítimas para a mesma dor. Se a pessoa amada atravessa uma depressão, não se deprima igual. Não procure demonstrar o amor dividindo os sintomas. Se a pessoa amada está com com uma doença séria, não deixe de comer, de trabalhar, de se relacionar com os amigos. Vai só piorar o quadro. Seja forte e continue com saúde, para indicar a porta de saída.
DEPOIS NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI Como se prevenir de psicopatas, chantagens, falsas ameaças e possessividade no relacionamento.
Passa ano, vem ano, sempre inseparáveis. @beatriz_reys
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